Sitarista, compositor, produtor, multi-instrumentista e pintor, toca Sitar indiano, Saltérios
da Pérsia antiga, do Vale do Kashmir (Índia) e da Europa medieval, além de
percussões étnicas do Mediterrâneo, Arábia, Índia e Brasil.
Esteve nos últimos 15 anos vivendo continuamente fora do Brasil, notadamente em Madrid, Espanha.
Nascido em Minas Gerais, sua paixão por estes instrumentos musicais levou-o a uma
vivência entre Espanha, Marrocos, Grécia, Turquia, Arábia, Irã e finalmente
a Índia, onde estudou com alguns professores em Madrás, Calcutá e Bombaim.
Em Madrid, Marcus Santurys formou o grupo Terra Mãe e lançou Cd homônimo. Participou
do Cd “Baobab” do compositor e pianista Wagner Tiso, com o cantor Salif Keita e o virtuose
do nôvo Flamenco espanhol Vicente Amigo, apresentando-se no exterior nos festivais de Jazz de
Madrid, Bilbao, Montreaux, Gasteiz, Barcelona e no Brasil no Teatro do Sesi São Paulo, em dueto
com Wagner Tiso.
Estudou Sitar com Ravi Shankar, o grande músico indiano que trabalhou com George Harrison dos
Beatles e pai da cantora Norah Jones, com Subroto Chowdhury e Ustad Zia Mohiuddin Daggar (mestro de
Rudra-Veena, na Índia). Recebeu aulas de tabla com Zé Nazário (Brasil) e Asit
Pal (Calcutá), e estudou Santoûr com Paul Grant, maestro da Escola de Música
Étnica de Rotterdan e discípulo de Shivkumar Sharma e Madjid Kiani (maestros tradicionais
da Índia e Irã).
Inspirado no seu mestre Ravi Shankar, desenvolveu uma técnica própria em seu Sitar Indiano,
modificando o instrumento que é diatônico, tornando-o cromático. Encontrou seu
estilo próprio de interpretação, criando composições que abrangem
uma amplitude de influências do Oriente, do Mediterrâneo, das raízes da
música brasileira e de sua tradição oral.
Recebeu uma condecoração do Consulado Geral da Índia, na pessoa do Sr. R.
Viswanathan em cerimônia de homenagem aos 50 anos de sua Independência, em reconhecimento
ao seu talento e contribuição em promover a cultura indiana através dos
instrumentos clássicos utilizados - Sitar,Tabla e Santoûr – na Europa e no
Brasil.
Em 1999 participou do “Projeto Lorca na Rua”, em homenagem ao centenário do grande
poeta espanhol Federico Garcia Lorca, produzido pelo Sesc, com seu grupo de músicas e
danças espanholas “Fiesta Lorca”, em 35 shows itinerantes por todo estado de
São Paulo.
Em 2000 fez a trilha sonora e o tema principal da Peça “Os Luziadas”, com
super-produção de Ruth Escobar e texto de Luiz de Camões comemorando os 500 Anos
do Descobrimento do Brasil na recém inaugurada Sala São Paulo.
Em 2001 lançou o CD “World Celebration
- Madrid, Madrás... Minas”, onde o Sitar se funde ao baião do grupo Mestre
Ambrósio, aos sons da viola caipira, do piano de Benjamim Taubkin, e às vozes de
Ná Ozzetti e Anna Maria Kieffer. Resgata músicas tradicionais do século XII,
temas medievais da Irlanda, Espanha, Grécia, e da tradição Súfi do
Irã, Turquia e do Vale do Kashemira (Índia do norte).
Em 2003, lançou o seu segundo disco,
"Ancestral Trance", com as participações especiais da pesquisadora
indigenista Marlui Miranda, do grupo Mawaca, da cantora indiana Ratnabali, do violeiro Ivan Vilela, e
os "beats" eletrônicos e remixes do DJ Dolores entre outros.
Em 2005, participou da Amostra de Artes Mediterrâneo produzido pelo Sesc, onde atuou com seu grupo
em várias unidades da capital e do interior apresentando o show “Ecos do Mediterrâneo
”.
Em 2006, lançou o cd “Meditando” e participou de palestras e shows em
Universidades (UNESP), emprêsas, além de um circuito cultural em centros de Yoga,
unidades do Sesc e do Banco do Brasil.
Em 2007 lança o cd “Mágico e Místico -Tributo à Rûmi”
distribuido pela Sonhos e Sons (Marcus Vianna), homenageando o poeta súfi do séc. XIII,
à quem a UNESCO dedica como o “Ano Internacional” pelos 800 anos de seu nascimento.
Lançamento cd “Chakras Energy” em uma revista temática, pelo Grupo Dômus Editora em todo o Brasil.


